Alguém aí já pensou que o beijo hoje em dia não está valendo um tostão furado? As pessoas saem na balada e simplesmente querem beijar, beijar, beijar (como diz aquela música que eu odeio).
Primeiro beijam, depois perguntam o nome. Isso se quiserem continuar com mais algum papo. Caso contrário, a relação acaba ali, na troca de salivas.
Estava conversando com um amigo e a conversa era justamente sobre isso. O valor que as pessoas dão para um abraço.
E, conversa vai conversa vem, chegamos a uma conclusão: não se pode banalizar um abraço, porque o beijo assim já está.
Ninguém sai por aí pra ficar abraçando os outros. A gente só deve abraçar quem a gente considera mesmo. Quem a gente gosta. Quem a gente quer por perto.
Um abraço gostoso, verdadeiro, sem malícias, sem segundas intenções, é uma troca, é uma conexão, na qual você dá e recebe o melhor.
Obviamente que eu não ando beijando as pessoas a torto e a direito por aí. E muito menos abraçando. Acho que aí está o problema: as pessoas de encostam de menos, o ser humano está cada vez menos sensível ao toque, a gente precisa tocar mais e deixar-se mais ser tocado.
Ultimamente, eu tenho sentido muita falta disso. De receber e de dar um belo abraço, em pessoas que fazem a diferença na minha vida, que com certeza poderão me passar coisas boas. Dar e receber aquele abraço verdadeiro, que faz a gente esquecer do resto do mundo.
Mal espero o momento para fazer essa conexão com um grande amigo, amigo de grande porte, digamos assim. Amigo do peito mesmo.
E o beijo? Claro que tem o seu valor. Mas de que vale isso mesmo se podemos nos abraçar e fazer o tempo parar por um segundo que seja?

